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Autoconhecimento

MASTURBAÇÃO FEMININA

O discurso sobre a sexualidade e a sua exposição na mídia comtemporanêa se modificaram profundamente nas últimas décadas, mas, apesar disso, as atitudes e práticas à masturbação podem não ter se modificado de modo importante, uma vez que os mitos e tabus, podem ter raízes profundas. Minha experiência pessoal em conversas informais, com amigas e conhecidas é de que ainda há muito mais desconforto relacionado à sexualidade, em especial à masturbação, do que se costuma admitir. Aparentemente, é como se houvesse uma certa permissão psicossocial para as mulheres praticarem atividades sexuais, talvez até certa pressão social nesse sentido, sem que haja uma contrapartida de satisfação pessoal, principalmente em termos emocionais. Algumas mulheres, de modo muito íntimo e privado, chegaram a falar que, na verdade, não fazem questão do sexo, apesar de continuarem praticando como parte “necessária” da relação com seus parceires. Isso demonstra uma relação pobre com os seus próprios corpos e as suas sensações e que a aversão à masturbação pode estar contribuindo para essa situação.

A sexualidade é um tema envolto em tabus e polêmicas, por um lado assuntos relativos à sexualidade vêm sendo discutidos e popularizados até mesmo em programas de TV, em uma suposta “liberação” da sexualidade e do discurso sobre ela, por outro se percebe com facilidade a permanência de temas sexuais como piada ou uma curiosidade engraçada, o que pode remeter a dificuldades em se tratar do sexo com naturalidade. Falando sobre sexualidade, a masturbação já foi considerada como extremamente prejudicial pela ciência médica, tendo sido propostas algumas formas de tratamento ou de prevenção, até mesmo no início do século XX, não muito diferente das primeiras imposições no início do século XVIII, quando essa prática foi elevada à condição de “geradora de doenças físicas e mentais”.

Shere Hite, educadora sexual e feminista, diz que 95% das mulheres que se masturbam atigem o orgasmo facilmente e regularmente, a ponto de muitas delas colocarem masturbação e orgasmo quase que como sinônimos, presumindo que a masturbação inclui o orgasmo. Por outro lado, a porcentagem de mulheres que nunca haviam tido orgasmo foi cinco vezes maior entre as mulheres que nunca haviam se masturbado, e a maioria das mulheres que nunca tinha tido um orgasmo também nunca tinha se masturbado. Isso levou Hite a afirmar que “o melhor meio para aprender sobre o orgasmo é se masturbando”. A dificuldade em lidar com a masturbação é resultado de uma atitude patriarcal e conservadora que tirou o direito sobre nossos próprios corpos, impondo medos e inseguranças sobre um ato natural do ser humano. Nosso auto conhecimento está totalmente ligado à nossa posição social e não podemos nos abdicar disso. Isso foi proibido e visto com maus olhos por muito tempo, e por mais que as coisas estejam diferentes, temos que recuperar todos os danos que isso nos causou, pois ainda há mulheres de outras épocas que não tem acesso a essas informações por exemplo, é sobre educar a nova geração e poder reeducar a antiga, para que não deixemos os tempo continuar regresso.

Fontes: https://en.wikipedia.org/wiki/Shere_Hite#Personal_life

http://repositorio.ufes.br/bitstream/10/3094/1/tese_6375_Investigando%20o%20papel%20da%20masturba%C3%A7%C3%A3o%20na%20sexualidade%20da%20mulher.pdf

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